bem vindos ao blog da Cris e da Edyanna

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Lembranças Marcante da Minha Trajetória Acadêmica

Meu nome é Cristiane S. Duarte, tenho 33 anos e vou contar um pouco da minha trajetória no mundo encantador do conhecimento. Em especial a educação infantil, por ser a fase onde ocorreu o primeiro contato com o letramento. Antes de contar as minhas peripécias na educação Infantil, cabe relembrar alguns fotos que creio que são relevantes para este memorial. Ao nascer tinha a língua presa o que causou um atraso no desenvolvimento da fala, fiz a correção por volta dos três anos, foi um procedimento simples e rápido. Vygotsky, explica que a criança tem como primeira necessidade comunicar-se, e eu conseguia me comunicar, no entanto, as palavras não eram pronunciadas corretamente, portanto, não compreendidas por meus familiares.
Recordo ainda, que quando não frequentava a escola, mamãe saiu para levar minha irmã à escola e pediu para eu ficar em casa e anotar a receita que daria no rádio, mal sabia algumas sílabas mais anotei toda a receita, passei um bom tempo com o papel nas mãos decorando ingredientes por ingrediente só pra dizer que já sabia ler e escrever. Hoje, frequentando faculdade de Pedagogia estudando vários autores dentre eles Emília Ferreiro, entendo que existem vários níveis de alfabetização – pré silábico, silábico e alfabético, e nesta época eu já estava pré-silábico. Eu escrevia as letras X, C e R e pesava ter escrito a palavra xícara, o mesmo fazia com a palavra FUBÁ – F,B e os demais ingredientes.
Recordo-me que nesta fase em que não frequentava o jardim da infância, minha diversão já era a escrita e os desenhos. Eu desenhava e escrevia em todos os papéis, inclusive nas capas dos discos de vinil que minha mãe cuidadosamente guardava na estante. Nessa época tinha por volta dos cinco anos de idade. De acordo com o livro – Educação Infantil pra que te quero, as autoras Carmem Maria Craidy e Gládis Elise P. Da Silva Kaercher, é durante a educação infantil e que: “A criança começa a aprender em quais as superfícies ou objetos pode fazer as suas marcas.(p. 110)” Hoje compreendo que a educação infantil é uma das fases mais importantes da trajetória escolar.
Esta é a única foto que tenho como recordação da primeira escola na qual frequentei o pré-escolar. Desta época, restarão pouquíssimas recordações materiais como fotos e cadernos, foram tempos em que tirar fotografias era algo muito caro e minha família não tinha muitos recursos.
Não tive a oportunidade de fazer o Jardim da Infância, mas ao chegar na Escola Monteiro Lobato, já conhecia todo o alfabeto e conseguia ler pequenas palavras. A autora Magda Soares em Linguagem e escola- Uma perspectiva social, relata que é importante a escola valorizar todo o conhecimento prévio da criança, no entanto não consigo ter lembranças desses momentos de valorização. A escola Monteiro Lobato era uma escola particular, hoje é o atual Colégio Loide Martha que fica localizado na rua Expedicionário José Amaro, nº 104, Vila São Luis, Duque de Caxias/ RJ. Minha primeira professora chamava-se Neudair, tive contato com ela durante muito tempo, pois, mesmo quando me mudei do bairro, ela continuou à acompanhar a minha trajetória escolar porque também lecionava ali perto.
Na ocasião em que tiquei está foto, usava um vestido caipira feito por minha
mãe, eu tinha seis anos e estava ansiosa para dançar na primeira festa junina. Acabei não dançando, porque mamãe tinha que fazer maçãs do amor para a festa, então, nos atrasamos e fiquei muito chateada.
...Bons tempos em que a única preocupação era saber a diferença entre as letras “d” e a letra “b”. Para onde mesmo faço a barriguinha, enquanto o B maiúsculo tem duas barriguinhas.
Gostava de brincar de escolinha e ser a professora, o problema era que a professora só sabia o A – E – I – O -U e os aluninhos reclamavam.
Ainda morava na Rua Itabira quando meus pais compraram um terreno no Bairro Jardim Gramacho, e ao passar para então Primeira Série Primária fui estudar na Escola Estadual Lara Villela.

Acordava as seis da manhã, tomava café com Rosquinhas, mamãe fazia um rabo de cavalo bem apertado, calçava as meias e a Melicinha e só então tomava o ônibus para a escola. A minha casa estava sendo construída, minha mãe aguardava a hora da saída na construção sentada em uma taboa. O primeiro dia de aula da escola onde passei oito anos da minha vida escolar, foi muito agradável, tudo era novidade... até o refeitório onde fiz o primeiro lanche, pois acreditei que era obrigatório o fazer. Lá tive a honra de estar durante dois anos com a professora Rosa, muito paciente e carinhosa. Nesse tempo, ainda usava a famosa cartilha com as famílias silábicas, na segunda série já não estudava com cartilhas, a professora passava a lição no quadro de giz e eu copiava.
Na terceira série primária, aprendi muito com a professora Nilcenéia. Um fato marcante, porque foi a primeira vez que estudei no turno da tarde. Certa vez, a Tia Nilcenéia me perguntou porque minhas pernas tinham tantas manchas, hoje entendo que ela estava preocupada com maus tratos, mais esclareci que eu tinha muita alergia a suor era a causa das bolinhas e manchas.
Durante a quarta série tive três professoras, tia Vânia que ensinava Português e Ciências e a professora Elenita com ela aprendia Matemática e História, e ainda tinha a professora Eni de Religião. Lembro que a diretora explicou que a turma teria três professoras para que pudéssemos nos preparar para a quinta série, quando teríamos que nos acostumar com vários professores e várias matérias.
… E foi assim que cheguei a quinta série, aquele entra e sai de professores, matérias que custei a entender... -- Moral e Cívica, Educação para o Lar e Inglês. Da quinta a oitava série, convivi com os mesmos professores, de um ano para o outro, por vezes algumas alteração, como a professora Eni, que agora ensinava Português. A escola era relativamente pequena, então conhecíamos todos os professores e alunos.
Estas são recordações da colação de grau da oitava série, não tivemos festa de formatura, mas guardo belas lembranças dessa ocasião.
Ao cursar o antigo Segundo Grau, fui para uma Escola Normal de grande tradição aqui em Duque de Caxias. O Instituto de Educação Governador Roberto Silveira que em 2012 comemorou seu cinquentenário. Foi uma doce época da minha vida, as recordações estão mais nítidas dessa época. A aula inaugural com o então diretor Israel Leite no auditório, dando as boas vindas e já ditando as regras do que podia e do que não podia ser feito por uma normalistas.
Cantávamos os Hinos Nacional e do Instituto toda terça-feira, com o uniforme de gala usava gravata borboleta e abutuaduras.
...Roberto Silveira Grande celeiro de cultura elevando esta terra altaneira de gigantes jovens valentes...” Este é um trecho do refrão do hino do Instituto.
Didática, Metodologias, além de, Psicologia, Sociologia e Filosofia sem contar nos estágios “um capítulo a parte”, eram as matérias especificas do curso. Foram três anos de muitos estudos, cinco estágios sendo um obrigatório ser realizado no próprio IEGRS. Era unanime as opiniões sobre a realização do estágio no Instituto, pois, as cobranças superavam as necessidades, a estagiaria não poderia errar teria que realizar o melhor estágio.
  Em novembro de 2013, tive a honra e o prazer de reencontrar um grande professor da época do Normal, o ilustre Doutor Setembrino que tanto marcou ao ser orientador de estágios. Na ocasião, comemorávamos o aniversário da FEBF e relembrávamos os marcadores de páginas que ele próprio distribuía, enquanto nos ensinava que a vida é feita de escolhas. Ele afirmava que não eramos imaturas, no entanto, em certas ocasiões fazíamos as escolhas equivocadas.
Obrigada por todos os ensinamento mestre!
Me formei em dezembro de 1999, durante a colação de grau não parava de chorar um segundo. Era a realização de um sonho e o resultado de todo um esforço.
Quando estava me preparando para entrar no Centro Esporte onde foi realizada a cerimônia de colação de grau, fui chamada pela Professora Nely Madeira, orientadora de estágio e recebi um convite para trabalhar em uma escolar. Fiquei totalmente surpresa, jamais esperava receber aquele convite, foi a resposta de que
eu havia sido a melhor aluna que eu poderia ser e me dediquei o quanto eu pude.
Esta era a diretora Verônica.

O tempo passou, a vida me levou para outros caminhos, estudei moda trabalhei durante dez anos na área. Após esse tempo, resolvi estudar novamente, prestei vestibular, passei para Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Foi uma sensação de recompensa ao ver o meu nome na lista dos aprovados no vestibular, em fim eu faria a agraduação em uma faculdade de renome como a UERJ, e todas as horas de estudo se transformaram em lágrimas de felicidade plena.
O primeiro dia na FEBF foi inesquecível, aula na Revoluti com o Mestre Henrique Sobreira. Percebi em mim, o sentimento de admiração a cultura acumulada que todo professor humildemente tenta compartilhar na tentativa de tirar-nos das trevas. Os teóricos, pensadores e filósofos citados por ele me dava a dimensão do tamanho do universo ao qual eu desconhecia.

Ao longo destes três anos que aqui estou, tive a honra de participar de alguns eventos. Destaco os seminários que organizei juntamente com Edyanna Barreto e Maria Angélica Reis, tendo como orientador o professor Anibal na disciplina Perspectiva Histórica das Ideias e Práticas Pedagógicas. Na primeira ocasião o seminário tinha como tema os Jesuítas no Brasil e Suas Contribuições para a Educação. O segundo seminário tratava-se dos impactos da Revolução Francesa na Educação. Foram ótimas experiências!
Minha caminhada pela graduação continua estou ao final do sexto período e este foi um pouquinho da minha trajetória acadêmica.
Deixo aqui os meus agradecimentos a professora Tatiane Chagas por ter me proporcionado a realização deste trabalho, uma agradável viagem ao tempo que me fez relembrar de fatos que estavam escondidinhos lá no fundo da memória de do coração. 
Ao professor Ivan Amaro pelas gratas experiências na construção deste blog. Aprendi a gostar desta ferramenta e espero fazer mais uso dela e transmitir a minha aprendizagem aos meus alunos.   
Sou grata também a toda minha família,em especial minha querida e amada mãe, que me proporcionou uma educação exemplar, e também contribuiu para que eu pudesse conciliar o trabalho, estágio, casa e as tarefas da faculdade. Pessoa a qual sou infinitamente grata pela compreensão, paciência e carinho, que dedicou anos de sua vida em prol da minha formação. Por um curto período desse 2013, experimentei o gosto amargo da distância, foram os dias mais difíceis da minha existência, hoje tenho a oportunidade de estar novamente desfrutando de sua companhia e podendo dizer o quanto és importante para mim.
Um agradecimento em especial a José Carlos Rodrigues Barbosa a quem carinhosamente chamo de “meu anjo” pessoa a qual veio contribuir motivando-me na realização de todas as tarefas. E generosamente compartilha seus conhecimentos e vivência já que também é graduando da FEBF do curso de pedagogia e contribui com suas observações e experiências, pois é possuidor de um vasto conhecimento sendo um exímio leitor e pesquisador dos assuntos que contemplam a área educacional. Sou grata pelo carinho e paciência com que dedica a mim e almejo ser merecedora do seu eterno amor. 
 
Espero dar continuidade a este trabalho podendo relatar minha trajetória na Pós-Graduação e Mestrado ...

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Análise do Livro Aventura da Linguagem


Autores 
Luiz Carlos Travaglia, Silvana Costa e Zélia Almeida.
1ª edição, Belo Horizonte, 2006.

Apresenta um sumário com eixos temáticos a cada unidade:


* Unidade1 = Histórias, personagens e cenário.
 A primeira unidade está relacionada ao mundo de fantasia infantil, são narrativas infantis contemporâneas ou narrativas da literatura Clássica. 

* Unidade2= Cartas e outros escritos.
A segunda unidade pertence ao gênero  ou correspondências: cartas, cartões, bilhetes, e-mails e outros.

* Unidade3= No palco, na tela e na vida.
A terceira unidade prioriza o trabalho com textos publicitários, dramáticos, biografias, filmes  e sinopses.

* Unidade 4= Fatos e fotos.
Prioriza trabalhos com textos jornalísticos.

 Fazendo uma análise da primeira unidade

Unidade 1
Histórias, personagens e cenário

Gêneros textuais abordados

*Pré-texto: Era uma Vez= Conto infantil dos  Os Três Porquinhos e Chapeuzinho Vermelho.
Sessões de escuta e reconto  das histórias.
 O livro sugere alguns combinados antes da contação de história

*Assuntos apresentados  
-Dialogando com o texto
-Opiniões e discussões
-Produção de texto
-A construção do texto na fala e na escrita

*Atividades de análise e compreensão e interpretação do texto


*Atividades de oralidade

Apresenta atividades para o desenvolvimento da competência de uso da língua oral. Busca sobretudo a formação da habilidade de argumentar, o aluno de saber a sua própria opinião e respeitar a opinião contrária



*Atividades de escrita
*Atividade de produção textual
Segundo nossas observações e análises  feitas acerca do livro didático selecionado, podemos afirmar que ele atende as propostas curriculares estabelecidas pelo município de Duque de Caxias, pois contempla todas as indicações encontradas no mesmo. O livro oferece propostas de atividades que atendem aos eixos temáticos de oralidade, escuta, leitura e escrita. As propostas didáticas sugerem exercícios que estimulam as habilidades apontadas acima, como em (re)contações de histórias - que desenvolvem a criatividade, bem como, sugerem o desenvolvimento da competência do respeito à opinião contrária e estabelecimento das relações de temporalidade entre fatos
apresentados em um texto, permitindo a diferenciação da língua escrita comparada a língua oral e vice-versa, respeitando as diversas formas de expressão. Ainda concernente aos eixos temáticos, percebemos que o livro didático propõe atividades de discussão dos textos e de compreensão dos diferentes gêneros textuais. Aleḿ disso, sugere a identificação dos diversos símbolos gráficos, aplicação e seu uso, diferenciação entre imagens e escrita, sendo assim o livro didático analisado atende a proposta curricular do município de Duque de Caxias.







terça-feira, 26 de novembro de 2013

ESTIMULANTE PEDAGÓGICO

APRESENTAÇÃO Embalagem com comprimido repleto de afeto e criatividade.

COMPOSIÇÃO Cada comprimido contém: amor, humildade, conhecimento, criatividade, competência, alegria, coragem, energia, garra, paixão, constância, cumplicidade, solidariedade, companheirismo, interação, integração.

INFORMAÇÃO AO PACIENTE Por todas as experiências que passamos e por tudo já que temos comprovado, não há dúvida que o Estimulante Pedagógico é o remédio ideal para qualquer mudança de concepção. Para que o tratamento atinja os objetivos, é indispensável dedicação total de corpo e alma para quem quer curar-se das causas e não apenas dos sintomas da doença. Para quem está disposto a sofrer uma transformação interior sem culpas. 

EFEITOS COLATERAIS O paciente logo de imediato consegue em sua prática pedagógica mudanças comportamentais em prol de uma aprendizagem significativa. A continuidade do tratamento produz modificações profundas no paciente, que começa a desenvolver uma fé consciente em si mesmo, além de certeza de que o ETIMULANTE PEDAGÓGICO é fundamental para encarar novos paradigmas. 

INDICAÇÕES Nos estados de apatia. preguiça, desinteresse, pessimismo, comodismo, “mesmismo”, desmotivação, descontrole emocional, baixa auto-estima, estresse, e em especial para aqueles que desistiram de sonhar ou desistiram de si mesmo. 

CONTRA – INDICAÇÕES Nem a ciência mais avançada encontrou ou encontrará contra-indicações para o amor, a positividade e a energia interior.  

PRECAUÇÕES Mantenha esse medicamento ao alcance de todos o profissionais para que possam ser contagiados. Mantenha também ao alcance de alunos. Não há prazo determinado de validade, podendo ser usado por toda a vida. Pode ser utilizado em parceria com pais, colegas e demais educadores de forma a envolver toda a comunidade.  

POSOLOGIA Adultos: 01 comprimido por dia, no desenrolar da prática pedagógica ou, se preferir, tomar todos os comprimidos em dose única, com resultado comprovadamente surpreendente. Crianças: O tratamento deverá começar pelos pais. Muito sorriso, muito carinho, muito desafio e estímulo constante dos sonhos e a criatividade fundamentando todo tratamento.  0000000,,0,,,,,,,,,,0,

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Compreendendo a escrita alfabética sob a perspectiva do letramento (aula de 05/11/2013)

 
Essa aula teve por objetivo subsidiar a construção do planejamento de uma rotina na alfabetização na perspectiva do letramento; compreender a concepção de alfabetização e da aprendizagem da escrita alfabética na concepção de um sistema de notação e não de um código. Além de apresentar o percurso evolutivo das crianças para compreender o SEA; discutir as relações entre a apropriação do Sistema de Escrita Alfabética (SEA) e o desenvolvimento de habilidades de consciência fonológica. Ao fim, é feita uma breve revisão sobre o SEA, suas convenções e a apropriação desse sistema pelos aprendizes, à luz da teoria da Psicogênese da Língua Escrita.

Análise de uma rotina

2ª feira
3ª feira
4ª feira

5ª feira

6ª feira

- Roda de conversa livre
- Chamada
- Registro da Agenda
- Calendário
- Roda de conversa tematizada
- Chamada
- Registro da Agenda
- Calendário
- Roda de conversa livre
- Chamada
- Registro da Agenda
- Calendário

- Roda de conversa livre
- Chamada
- Registro da Agenda
- Calendário

- Roda de conversa livre
- Chamada
- Registro da Agenda
- Calendário

Leitura compartilhada:
Conto
Leitura compartilhada:
Texto jornalístico
Leitura compartilhada:
Poesia

Leitura compartilhada:
Curiosidades

Leitura compartilhada:
Adivinhas

Atividade de reflexão sobre o SEA.

Para alunos com escrita não alfabética:
    - Ordenação de quadrinha (versos ou palavras)
Para alunos de escrita alfabética:
- Escrita da quadrinha (letras móveis)

Projeto Sarau de Poesias.

Jogos com nomes

Para alunos com escrita não alfabética:
    - Bingo

Para alunos com escrita alfabética:
- Forca
Atividade de reflexão sobre o SEA.

Para alunos com escrita não alfabética:
- Ditado cantado

Para alunos de escrita alfabética:
- Escrita de letra de música

Atividade de reflexão sobre o SEA.

Para alunos com escrita não alfabética:
    - Leitura de títulos de histórias: o professor lê trechos de histórias e os alunos encontram os títulos na lista.
Para alunos de escrita alfabética:
- Os alunos leem trechos de histórias conhecidas e escrevem os títulos.

Atividade de reflexão sobre o SEA.

Para alunos com escrita não alfabética:
- Leitura de lista de nomes de personagens

Para alunos de escrita alfabética:
Escrita de lista de nomes de personagens

Atividade de escrita:
Escrita de Bilhete
ARTES

Atividade de escrita:
Escrita de Bilhete

Projeto Sarau de Poesias.

Atividade de escrita:
Escrita de Bilhete

MATEMÁTICA
HISTÓRIA E GEOGRAFIA

MATEMÁTICA

CIÊNCIAS NATURAIS

EDUCAÇÃO FÍSICA


Oficina de Palavras


Você compreende?

 
જો એકલા શિક્ષણ સમાજ નથી રૂપાંતર કરી શકો છો, કે સમાજ ફેરફારો વિના.

E agora, você compreende?
Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.

Aprendizagem do Sistema de Escrita Alfabética – SEA e  uso das consciências na compreensão da língua.

A aprendizagem do Sistema de Escrita Alfabética consiste em um trabalho com a Leitura, Produção de Textos, Oralidade e Análise Linguística.
  • Conceito de Consciência Fonológica – “O mais adequado é defini-la como um conjunto de habilidades de refletir sobre a palavra, considerando as partes sonoras que a constituem e podendo operar mentalmente sobre tais partes. Esta definição envolve quatro aspectos que gostáramos de ressaltar:
  • A natureza metalinguística do conhecimento em questão;
  • A variação do nível de consciência fonológica ou no modo como os sujeitos as desempenham;
  • A natureza plural e não unitária do que chamamos consciência fonológica;
A necessidade de não reduzirmos consciência fonológica a consciência fonêmica (Morais, 2010, p.54).

As contraposições

Existem controvérsias em relação a compreensão do lugar da consciência fonológica no domínio do sistema alfabético:
  • Alguns estudiosos concluíram que a capacidade de pensar conscientemente sobre os sons das palavras (fonemas) era fruto da experiência escolar de alfabetização e não se desenvolveria normalmente entre aqueles que não tiveram oportunidades de ir á escola.
  • O oposto foi interpretado por Peter Bryant e Linete Bradley de que a consciência fonológica seria causadora da alfabetização.
  • Numa posição conciliadora, pesquisadores defendem que a consciência fonológica seria um facilitador da alfabetização, no sentido de que os indivíduos com mais habilidades metafonológicas teriam mais sucesso na aprendizagem da leitura que seus pares com baixas habilidades de consciência fonológica (Morais, 2010, p.55). 
 
Consciência fonêmica é...

  • Uma das habilidades dentro da consciência fonológica que é mais ampla e vai desde as crianças contarem quantas palavras há em uma frase, passando pela identificação e produção de rimas. Aliterações iniciais e mediais, contar as sílabas das palavras, dizer palavras maiores ou menores que outras, identificar palavras dentro de outras palavras, identificar palavras que iniciam-se pelo mesmo fonema. (Morais, 2012, p.91)

A consciência fonológica é...

  • O desenvolvimento de habilidades fonológicas é uma condição necessária, mas não suficiente, para a criança compreender o sistema de escrita alfabética. (Morais, 2012, p.91)
As outras consciências

Além da consciência fonológica, que pode ser tratada em uma dimensão mais ampla do que a dos fonemas, a língua escrita, assim como a língua inteira, é feita de muitas consciências. As consciências sociológica, cultural, regional, literária, gramatical, morfológica, lexical e muitas tantas mais, sem que uma se sobressaia à outra, circunscrevem a nossa língua escrita a ser ensinada. (ANDRADE, 2013)

Interlocuções na sala de aula

Ora quem é essa criança para quem eu falo? Quem eu acho que ela é, do ponto de vista do professor que eu sou? Que imagem se fazem, mutuamente, professor e aluno? Qual é o lugar do professor na escola? E qual  o lugar da criança, do aluno? Que lugares ocupam  e que posições assumem?  Qual é o “lugar” a eles atribuído no sistema de representações sociais (na instituição)? . (Smolka, 2001)

De que fios são tecidos as relações de ensino?

Enfim, o que esses autores dizem, em uníssono, é que compreender a relação do sujeito com a palavra escrita demanda a compreensão da relação que esse indivíduo estabelece com os outros e com a própria linguagem. Têm-se aí pistas muito claras de que não se pode entender o processo de aprendizagem, desenvolvimento e uso da palavra escrita apenas do ponto de vista individual, da perspectiva da aprendizagem do código alfabético” (Matencio, s/d,p.2).

O fio da interação

Já no que diz respeito a seu contato com a palavra escrita, pela escuta da leitura em voz alta que lhe pode ser feita ou pela leitura que faz das imagens (na rua, em casa, no supermercado, por exemplo), tanto sua participação quanto a do adulto ou da criança mais experiente são reguladas ao longo da interação. Nesses eventos de letramento, que, mal ou bem (bem ou mal), ocorrem na vida de nossas crianças, elas interagem, frequentemente, com alguém que pode regular sua ação interpretativa/compreensiva no momento em que a interação se dá, mediada pela escrita. (Matencio, 2 p.4)

Propostas de Atividades

Leal e Morais (2010) classificaram dez atividades resultantes da análise em livros didáticos e jogo, embora não abranjam todas as atividades de alfabetização possíveis e “várias atividades poderiam, a princípio, ser classificadas em mais de um tipo.

    1. Atividades que buscam familiarização com as letras.

    2. Atividades que objetivam a construção de palavras estáveis.

    3. Atividades de reflexão fonológica.

    4. Atividades de composição e decomposição de palavras escritas.

    5. Atividade de comparação entre palavras escritas.

    6. Atividades de escrita de palavras através do preenchimento de lacunas.

  7. Atividades de permuta, inserção ou retirada de letras e sílabas para a formação de novas palavras.

   8. Atividades de ordenação de letras e sílabas.

   9. Atividades de leitura de palavras.

  10. Atividades de escrita de palavras (Leal & Morais, 2010, p. 130-1).”  


Referências

BAKHTIN, Mikhail M. Estética da criação verbal (trad. do francês Maria E. G.G. Pereira). São Paulo: Martins Fontes, 1992.
 
BRANDÃO, Maria Helena Nagamine. Introdução à Análise do Discurso. ed. 2ª. 
Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2004.
 
FIORIN, José Luiz. Linguagem e ideologia. 8ª ed. São Paulo: Ática, 2005.
 
SMOLKA, Ana Luíza Bustamante. A criança na fase inicial da escrita. Editora Unicamp ,1991.
 
MATENCIO, Maria de Lourdes M. Letramento e competência comunicativa: a aprendizagem da escrita. Texto, 2003. PUC Minas Gerais.





domingo, 27 de outubro de 2013

Gêneros textuais

O texto Abordagem de gêneros textuais nos livros de língua portuguesa dos anos iniciais ao ensino fundamental leva o professor a fazer reflexões sobre a forma de ensino da língua portuguesa. Seguramente a criança de hoje tem um leque de possibilidades para comunicar-se e interagir com a sociedade através das tecnologias e mídias, e o professor tem o desafio de tornar a sala de aula mais atrativa e dinâmica. O texto aborda os diversos gêneros textuais, que impulsionam o professor a pensar como apresentar as formas textuais aos alunos. A prática de ensino deve centrar-se no desenvolvimento de habilidades quanto ao uso da linguagem e escrita, para que os alunos saibam adequá-las aos diferentes contextos diários. Visando atender o objetivo de compreensão social, as atividades de leitura e escrita devem ser geradas a partir de diferentes tipos de textos: Poemas, bilhetes, notícias de jornais e revistas, histórias narrativas tradicionais, quadrinhos e até mesmo embalagens podem ser apresentados articulando as diversas visões de mundo e várias formas de discursos contidas na realidade. Assim sendo, o aluno irá perceber que nós nos comunicamos por gêneros e que cada gênero tem seu grupo e sua forma de expressar-se. Ao debruçar-se sobre os questionamentos e reflexões profundas sobre o papel do professor no ensino do uso da língua portuguesa no mundo moderno, percebo que tais habilidades devem ser constituídas desde a primeira infância para que haja a construção plena da cidadania. Reflito sobre o papel dos profissionais da área da educação, que devem buscar novas formas de estimular o imaginário infantil. O professor tem a responsabilidade de tornar agradável o aprendizado, estimular a criatividade, propiciar novas experiências que desenvolvam a leitura, e a escrita e fazer entender que aprender não e castigo. O contato da criança com uma nova metodologia estimuladora de aprendizagem, permite o bom desenvolvimento cognitivo. Acredito que educar é orientar explorar os talentos, e capacidades. Cristiane Duarte

Atividades para Alfabetização

Letramento